9 de abril de 2012

Um caminho de livros - por Hugo Brito


O Jordão está avançando. Há uma mudança silenciosa, bem como tímida, acontecendo. Temos agora em nossa cidade uma biblioteca a disposição daqueles que ganharam o prazer pela arte de aprender. Poderemos usufruir desta, não apenas como mecanismo de preparação para exames públicos e vestibulares, mas, acima de tudo, haveremos de ter ferramentas necessárias para ampliar nossa capacidade ideativa a fim de poder tomar decisões mais sábias e com teor erudito que terão conseqüências diretas em nossas vidas, como é o caso das eleições municipais que estão logo aí. Afinal, na medida em que se educa um povo, de pouco em pouco eles estão subvertendo a situação que, portanto, os obrigou a humilhação e ao descaso.

Como já dizia Homero Pires: “ao adentrar uma biblioteca equivale a penetrar no caráter e na inteligência dos grandes escritores, a investigar-lhes os elementos da cultura, a descobrir-lhes os recursos da erudição, a reconhecer-lhes as energias que lhes alimentaram e retemperaram o ânimo, a explorar-lhes as tendências e preocupações não reveladas de suas vastas curiosidades espirituais.”  

Rui Barbosa afirmou certa feita que, saber estudar, possuir a arte de aprender, habilitar-se a navegar seguro por essas águas e através desses escolhos, já é ser abastado nas posses, e ter aproveitado o tempo. Eu, porém, com minha cultura minguada e palavras exíguas limito-me a dizer que a leitura e o estudo também transcendentalizam o espírito, transportam-nos a mundos infinitos, a longínquos páramos de sonhos.
Hugo Brito

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