11 de julho de 2019

Programa Mesa Aberta: Moças do Samba

Kezio Araújo e Aleff Matos entrevistam as Moças do Samba (Sandra Buh, Narjara e Carol di Deus) na quinta edição (gravada vivo) do Programa Mesa Aberta - um produto da disciplina de radiojornalismo da Universidade Federal do Acre (UFAC). 

Ficha Técnica do Programa Mesa Aberta
Orientação: Professora Emanuelly Falqueto
Direção: João Paulo e Maxmone Dias;
Produção: Geovana Farias e Michele Paiva;
Apoio Técnico: Daniel Dias e Célio Roberto Apresentação:
Kezio Araújo e Aleff Matos

12 de março de 2019

Jordão abre processo seletivo para a educação com salário de quase R$ 2 mil


A Prefeitura de Jordão, estado do Acre, abriu um novo processo seletivo simplificado para preencher 54 vagas e formar cadastro de reserva em cargo de Professor municipal para zona urbana e rural.
As oportunidades são para candidatos de nível médio/magistério e superior nas disciplinas de Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Educação Infantil, História, Geografia, Ciências, Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e Artes. Os salários serão de R$ 1.121,28 e R$ 1.821,65, por jornada de trabalho de 30 horas por semana.
Inscrição
As inscrições podem ser realizadas até o dia 18 de março de 2019, das 08h às 12h e das 14h às 18h, no prédio do Conselho Municipal de Educação.
O processo seletivo terá provas objetivas e análise de curriculum vitae. As provas objetivas serão realizadas das 8h às 12h do dia 24 de março na Escola Estadual Jairo de Figueiredo Melo, situada à Rua Tadeu Teixeira, s/nº. Os gabaritos preliminares sairão no dia 27 de março e os gabaritos definitivos serão divulgados no dia 02 de abril de 2019.
O processo seletivo simplificado terá o prazo de dez meses, com início a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por mais dez meses no ano subsequente, dependendo das necessidades do município.
Acheconcursos

Parceria levará pré-Enem 'Tô na Ufac' ao município de Jordão

A Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Prefeitura de Jordão assinaram um acordo de cooperação para oferta do projeto de extensão "Tô na Ufac", pré-Enem que visa aumentar as chances de acesso ao ensino superior de pessoas com baixa renda.
Pelo documento, as instituições se comprometem a unir esforços para oferecer aos egressos do ensino médio local conhecimentos básicos sobre o conteúdo exigido nas provas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo final é proporcionar aos estudantes da região a oportunidade de melhor classificação para ingresso nos cursos de graduação da Ufac.
Funcionando desde 2016, o pré-Enem “Tô na Ufac” segue o modelo tradicional de cursos preparatórios, ofertando aulas que integram as quatro grandes áreas do conhecimento exigidas pelo Enem: ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias. O diferencial do curso fica por conta dos tutores que são selecionados entre alunos de diferentes cursos de graduação.
A previsão é que as aulas tenham início em abril, com a Prefeitura de Jordão comprometendo-se com a garantia de transporte aéreo, hospedagem e alimentação à equipe da Ufac responsável pela oferta das aulas, que deverão ocorrer a cada 15 dias. 
ASCOM UFAC

16 de dezembro de 2018

Violência obstétrica: uma aflição maior que a dor do parto

A cada quatro mulheres, uma sofre algum tipo de violência obstétrica (Imagem ilustrativa/ Google)
Kézio Araújo e Daigleíne Cavalcante
O dia que deveria ser um dos mais felizes na vida da funcionária pública Alisandra Ferreira da Silva, o dia do nascimento de sua filha, ficou marcado também por um triste episódio de violência obstétrica, caracterizada por agressões, que podem ser físicas ou verbais, tanto durante o parto quanto no pré-natal.
A funcionária pública conta que após nove meses de uma longa e difícil espera, o grande dia de enfim pegar nos braços a pequena Júlia chegou e que apesar de já ter vivido a experiência de gestação anterior, não existe preparação para passar pela temida dor do parto.
“Por mais que a gente saiba que a dor do parto é intensa e que não é um processo fácil, é humanamente impossível controlar as reações de grito e desespero no momento das contrações, principalmente as do período expulsivo”, declara Alisandra.
Alisandra Silva viveu violência obstétrica psicológica. (Foto: Renato Beiruth)
E foi o desespero de achar que não suportava mais a dor que a levou a gritar intensamente para que a assistente de parto chamasse alguém que pudesse ajudá-la a dar luz, ação que impulsionou o ato de violência obstétrica psicológica praticada pela profissional de saúde.
“Ela tinha me deixado sozinha lá com meu esposo e quando ouviu eu gritar alto chamando alguém pra me ajudar, porque a bebê estava nascendo, ela voltou e disse que não adiantava eu gritar porque meu parto ainda ia demorar muito, como se todas as mulheres fossem iguais e precisassem esperar o mesmo tempo, e ainda falou que eu estava fazendo muito mal pra minha filha”, relata Silva.
As palavras da profissional de saúde fizeram o momento ficar ainda mais angustiante para a mãe que, além de estar em um momento de dor e medo, passou a ficar preocupada de realmente estar prejudicando a saúde da bebê.
“Momentos depois uma enfermeira entrou na sala me examinou e percebeu que realmente já havia dilatação suficiente para o parto. Deu tudo certo, minha Júlia nasceu saudável e já está com seis meses de vida, mas essa lembrança ruim marcou para sempre nossa história”, conta Alisandra.
Realidade recorrente
A pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado , realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, revela que uma em cada quatro mulheres que tiveram filhos por meio de parto normal, no Brasil, sofreram violência obstétrica.
Os abusos mais citados pelas mulheres no levantamento foram: se negar ou deixar de oferecer algum alívio para a dor; não informar a mulher sobre algum procedimento médico que será realizado; negar o atendimento à paciente e agressão verbal ou física por parte do profissional da saúde.
Na opinião do médico residente em ginecologia e obstetrícia, José Elielson Aguiar dos Santos, que atualmente trabalha na área de especialização na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, é dever do profissional de saúde acolher, assistir e proporcionar parto humanizado às pacientes, respeitando sua autonomia, porém em muitos casos os médicos vivem um dilema.
José Elielson Aguiar dos Santos é médico residente em ginecologia e obstetrícia na Maternidade Bárbara Heliodora (Foto: cedida)
“Todos os dias me deparo com situações que exigem decisões imediatas que podem determinar o desfecho do parto. Me questiono quanto a possíveis condutas a serem praticadas em situações de risco, entre praticar um ato médico resolutivo ou seguir o protocolo do parto humanizado, onde o caso pode agravar em um desfecho desfavorável, colocando em risco a vida da mãe e do concepto”
MPE abraça a causa
No Acre o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), um dos órgãos em que as vítimas de violência obstétrica podem realizar denúncia, vem levantando a discussão da necessidade de debater o assunto a fim conter casos recorrentes nos hospitais públicos do estado. Em setembro deste ano a instituição organizou uma audiência pública para tratar sobre a violência obstétrica, a fim de criar estratégias que resguardem os direitos de mulheres no atendimento.
Mais de 300 pessoas participaram da atividade, que contou com a presença de diversas mulheres narrando os casos de violência de viveram. Na ocasião, informações e dados foram colhidos pelo órgão que planeja propor uma agenda positiva para realização, encaminhamento e acompanhamento de estratégias de promoção dos direitos das mulheres durante o parto.
Violência que gera traumas
“Só de pensar em viver tudo de novo tenho vontade de chorar”. Esse é o sentimento da funcionária pública Tassiane Pontes ao lembrar do parto cheio de tensão que viveu em 2014. Após ser vítima de violência obstétrica ela decidiu nunca mais engravidar.
Tassiane Pontes, vítima de violência obstétrica física. (Foto: Daigleíne Cavalcante)
“Eu queria muito que fosse parto normal, porque tenho um queloide e até as vacinas que tomei na infância viraram cicatrizes horríveis, porém após mais de 36 horas em trabalho de parto, sentindo muita dor e sem me alimentar, eu estava sem forças e com a pressão alterada. A médica gritava comigo, dizia pra eu respirar, que eu estava matando minha filha até que por fim, quando ela viu que eu não conseguia fazer força começou esmurrar minha barriga”, relata Pontes.
De acordo com a funcionária pública tudo corria bem e todos os enfermeiros e médicos que a atenderam até aquele momento foram atenciosos, porém a profissional que praticou os atos de violência já a tratou com atitudes ríspidas desde o início do plantão médico e as frases depreciativas perduraram até mesmo após o parto.
“Após todo aquele sofrimento senti por muitos dias a dor do corpo machucado pela agressão que vivi e vou carregar as cenas e frases horríveis daquele dia pelo resto da minha vida”, finaliza.

10 de dezembro de 2018

Dramas e superação na reta final do curso superior


O estresse e a ansiedade de estudantes que buscam êxito no Trabalho de Conclusão do Curso
Daigleíne Cavalcante e  Kézio Araújo
Após longos anos de estudos chega a etapa final do curso superior. Ao mesmo tempo em que o estudante universitário sente o prazer de estar prestes a concluir a formação superior, sente também o peso e a pressão do tão temido Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Seja monografia ou projeto experimental, é necessário que o aluno defina um tema e foque seus esforços na conclusão do curso com a pesquisa. Só que entre o início o e final dessa jornada as dificuldades e dúvidas surgem e abalam os projetos de quem corre contra o tempo para conquistar a formação superior.
É o caso do estudante do último período do curso de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), Duilio Henrique Beannucci, que pontua a falta de tempo e a inexperiência como os principais problemas na hora de desenvolver o TCC.
“No curso de medicina, nessa fase final, tem o internato que absorve muito o tempo do estudante e junto com isso temos que fazer muitos artigos. Outra dificuldade, não só minha como também relatada pelos colegas, foi a falta de tempo do orientador e a falta de intimidade com as normas técnicas de escrita da monografia” ressalta Beannucci.
Não bastasse a pressão de elaborar o TCC o estudante Duilio Beanucci reveza o tempo em disciplinas práticas (foto: cedida)

O gosto da vitória
Já para a recém-formada em Comunicação Social com habilitação pela UFAC, Ana Flávia Soares, a parte mais difícil foi delimitar o tema. “Queria falar sobre tudo, algo que não dá para fazer numa monografia, depois que defini o meu orientador, tudo melhorou, ele me ajudou a dividir os capítulos e organizar o cronograma”, conta Soares.
E apesar das inúmeras dificuldades e de muitas vezes pensar em desistir, Ana Flávia faz questão de destacar, que todo medo e insegurança foram superados e ao final da jornada pôde celebrar a sensação de êxito e dever cumprido.
“Quando defendi a monografia, fui super tranquilo, os professores da minha banca me elogiaram, falaram que meu trabalho estava muito bom, que apontava como aperfeiçoar o programa de rádio que analisei. Foi muito gratificante ver que minha pesquisa teve um impacto e vai ajudar outras pessoas”, finaliza.
Uma análise dos dados do Censo de Educação Superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), mostram que cerca de 56% dos estudantes que ingressaram em uma universidade entre os anos de 2010 e 2015 acabaram desistindo no meio do caminho ou trocaram de curso no decorrer da graduação e 3,5% desistem no último ano do curso.

Movimento Novembro Azul chama atenção para cuidados com saúde masculina

Iniciativa enfatiza a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata
Daigleíne Cavalcante e Kézio Araújo
Historicamente os homens cuidam menos da saúde, principalmente, em relação a algo que os especialistas consideram mais importante: a saúde preventiva. Para tentar mudar essa realidade nasceu o Movimento Novembro Azul, focado em atividades de prevenção ao câncer de próstata, mas com ações preventivas para todas as áreas da saúde masculina.
Pesquisa do Ministério da Saúde, realizada em 2007, aponta que três em cada dez homens não procuram serviços de saúde. De cada cinco óbitos, na faixa etária de 20 a 30 anos, quatro são do sexo masculino. Além disso, os homens morrem mais que as mulheres em todas as faixas etárias.
Culturalmente, os homens só vão ao médico quando já estão doentes, mas é aí que mora o perigo. Muitas vezes, as doenças são descobertas tardiamente, resultando em morte ou complicações à qualidade de vida do paciente.
Um dos vilões da falta de atenção à saúde preventiva é o câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é segundo tipo de câncer que mais mata no país. Aproximadamente 17 mil pessoas morrem todos os anos por causa da doença e a estimativa é que o Brasil feche 2018 com mais de 68 mil novos casos.
“O diagnóstico precoce é o caminho para a cura. O que procuramos neste mês é intensificar para nós, homens, a importância de fazer anualmente os exames de rotina. O Ministério da Saúde preconiza, na saúde pública, que sejam feitos exames em homens a partir dos 50 anos, ou com 45, caso haja histórico familiar da doença”, afirma Mauro Trindade, urologista.
Preconceito que dificulta o diagnóstico
O primeiro exame realizado como prevenção ao câncer de próstata chama-se PSA, que é a sigla para Prostate-Specific Antigens, ou antígenos específicos da próstata em português. O exame nada mais é do que uma amostra de sangue que é colhida e enviada a um laboratório para análise.
O grande preconceito em relação à prevenção ao câncer de próstata é o exame de toque retal, que pode ser necessário dependendo do resultado do PSA e da avaliação médica.
“Temos duas barreiras para ultrapassar. Uma é a dificuldade dos homens em procurar pelo serviço de saúde. A outra é cultural, já que os homens têm vergonha, se sentem menos macho por conta de um exame que é muito simples, indolor, que dura menos de 15 segundos e que pode salvar a vida de uma pessoa”, explica Trindade.
Luta contra o câncer
Manoel de Edberto Cavalcante, 64, luta contra o câncer de próstata há 3 anos (foto: cedida)
Os dois fatores citados pelo médico foram exatamente os contribuíram para que o produtor rural Manoel de Edberto Cavalcante, 64, só descobrisse a doença após sentir sintomas graves.
Morador da zona rural da cidade de Feijó, o senhor Cavalcante só procurou ajuda médica após sentir sérias dificuldades para defecar. Na época, ainda em 2007, foi até o hospital da cidade em que vive, mas não obteve o diagnóstico. Passou ainda por consultas médicas na Bolívia, em que foi diagnosticada apenas uma alteração da próstata.
Antes de 2007, ele não tinha muitas preocupações com saúde. Uma das motivações era que residia no seringal Santa Rosa, que fica a uma distância de três dias de barco da cidade de Feijó, lá os atendimentos médicos eram raros.
O diagnóstico de câncer de próstata só veio em outubro de 2016, após ser submetido a uma biópsia no Hospital das Clínicas, em Rio Branco.
“Fiquei muito abalado quando recebi aquela notícia. Mas, o médico me tranquilizou quando me orientou que a doença tem tratamento, passei por uma cirurgia em julho de 2017 para a retirada do tumor”, conta o produtor rural.
O longo tratamento
Por falta de recursos no Estado, Manoel de Edberto Cavalcante viajou para Porto Velho, onde foi submetido a 33 seções de radioterapia. Não tendo familiares naquela região, foi encaminhado para a casa de apoio, onde ficou por três meses.
De acordo com o senhor Manoel o tratamento segue, porém em uma fase menos dolorida. “A cada três meses vou em Rio Branco tomar medicamento e passar por exames de acompanhamento. No início foi bem difícil, mas, com o tratamento, hoje tenho uma vida normal”, comenta.
Esperança pelo fim da batalha
Manoel deve tomar as medicações até março de 2019, quando passará por novos exames para avaliação. “Com a graça de Deus estou me sentindo confiante de que receberei alta”.
Ao ser perguntado sobre o que faria de diferente em relação a sua saúde se pudesse voltar a juventude o produtor rural não hesita em aconselhar os homens mais jovens. “Todos devem ter uma rotina de exames, ter o máximo cuidado porque a saúde vale ouro”.
A enfermeira Jocelene Soares, que é gerente da divisão de saúde do homem da Secretaria de Saúde do Acre fala sobre a importância do Novembro Azul e como as ações preventiva são intensificadas no Estado.

21 de junho de 2018

Coluna Fala Jordão: Atletas se preparam para participar do Campeonato Mundial de Jiu-jítsu

FUTUROS CAMPEÕES: É um projeto social que oferece aulas gratuitas de jiu-jítsu para crianças, jovens e adultos do município de Jordão, interior do Acre. As aulas são ministradas por Franquinei Araújo, tricampeão acreano de jiu-jítsu.
JORDÃO NO MUNDIAL: Quatro representantes do Projeto Futuros Campeões estão buscando apoio para representar o Acre/Brasil no Campeonato Mundial de Jiu-jítsu, que ocorre entre os dias 5 a 8 de julho, em São Paulo.
APOIO CONFIRMADO: Até o momento já confirmaram apoio: gabinete do deputado estadual Ney Amorim; gabinete do deputado estadual Jenilson Lopes; gabinete do deputado estadual Jesus Sérgio; prefeito Elson Farias; câmara de vereadores de Jordão; vereadora Meire Sérgio; vereador Tom Sérgio; Lotérica Cantinho da Sorte; Meu Pontão; Dr. Juscelino.
EM BUSCA DE PARCERIA: Os atletas continuam buscando parcerias com representantes de entidades, poder executivo e legislativo, empresários e doadores voluntários, para alcançar a meta de recursos necessários para custear as despesas da viagem.
MÃO NA MASSA: Profissionais da prefeitura de Jordão e do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, Hidrovias e Infraestrutura do Acre (DERACRE) concluíram ontem, 20, os reparos emergenciais na pista de pouso do aeródromo Santos Dumont. A obra é resultado de um convênio do governo municipal com o governo do estado.
BOA NOTÍCIA I: Com a pista em boas condições para pousos e decolagens, na próxima terça-feira, 26, a Rio Branco Aerotáxi volta a realizar voos comerciais para o município de Jordão. A informação foi dada hoje pelo agente de viagens da empresa, na capital do Acre.
BOA NOTÍCIA II: Os clientes da Rio Branco táxi aéreo já podem adquirir seus bilhetes de passagem pelo mesmo preço que era praticado antes da empresa aderir a paralisação. No trecho Jordão – Tarauacá o cliente paga R$ 300 e, no voo partindo de Jordão com destino a Rio Branco, o valor é de R$ 380.
ORTIZ REDUZ PREÇO DAS PASSAGENS: A Ortiz Aerotaxi anunciou hoje a redução no preço dos bilhetes de passagem aérea para Jordão, Até semana passada a passagem no trecho Rio Branco – Jordão era vendida a R$ 500. A partir de terça-feira, data em que a empresa concorrente volta ao mercado, o bilhete para o mesmo trecho pode ser adquirido por R$ 380.
NIVER DA PRESIDENTE: A professora Meire Sérgio comemorou o seu aniversário nesta semana, acompanhada de familiares e amigos em uma cerimônia simples. Desejamos felicidades, muitos anos de vida e que continue fazendo um bom trabalho na presidência da câmara de vereadores de Jordão.

14 de junho de 2018

Coluna Fala Jordão: Deracre e prefeitura firmam convênio para reparos na pista de pouso do Jordão

Acompanhado do diretor-presidente do Depasa, Moisés Diniz e do assessor especial Edvaldo Magalhães, Farias em agenda com o governador Tião Viana (Foto: Gleilson Miranda/ Secom)
COPA DO MUNDO: A cerimônia oficial da Copa do Mundo da Rússia tem início nesta quinta-feira, 14, ás 11h30 (horário de Brasilia). O primeiro jogo será entre Rússia e Arábia Saudita, no Estádio Luzhniki, em Moscou, ao meio dia. Já a seleção brasileira só entrará em campo contra a Suíça, no próximo domingo, 17, na Rostov Arena.
EXPEDIENTE CORRIDO: O governo do Acre anunciou em publicação do Diário Oficial (DOE) que as secretarias do estado funcionarão em horário corrido nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia. Serviços emergenciais não terão horário alterado.
FRENTE FRIA: O céu nublado pela manhã desta quinta-feira, 14, em Rio Branco, capital do Acre é o indício de mais uma frente fria que chega ao estado. No Vale do Tarauacá/Envira, que envolve Feijó, Jordão e Tarauacá a temperatura mínima prevista é de 22°C e a máxima é de 30°C. As informações são do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).
LEGISLATIVO ATUANTE: A atual legislatura da câmara de vereadores de Jordão tem sido firme na busca por respostas para as reivindicações da comunidade. O vereador Tom Sérgio está assumindo as linhas de frente nos movimentos sociais.
AGENDA EM RIO BRANCO: O prefeito de Jordão, Elson Farias (PCdoB) cumpriu agenda, na quarta-feira, 13, na casa civil, com o governador Tião Viana. Acompanhado do diretor-presidente do Depasa, Moisés Diniz e do assessor especial Edvaldo Magalhães, Farias firmou convênio com o estado para reparos na pista do aeródromo municipal Santos Dumont, em Jordão.
AGORA VAI: O prefeito informou que os trabalhos na pista de pouso terão início até a próxima segunda-feira, 18, e serão executados em uma parceria entre a prefeitura e o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, Hidrovias e Infraestrutura do Acre (DERACRE).
REDES MÓVEIS: As empresas de Telecomunicações Claro e Oi estão deixando a desejar nos serviços prestados a população do município de Jordão. A primeira tem interrupções semanais no sinal e a população fica sem conexão por dias. A segunda opera com baixa qualidade tanto para acesso as redes móveis quanto para chamadas, gerando ruídos na comunicação quando, finalmente, o cliente consegue completar uma ligação.
TORNEIO DE PESCA: Vem aí o Primeiro Torneio de Pesca de Cará, com premiações em dinheiro para quem pescar o maior peixe (Primeiro Lugar: R$ 500; Segundo Lugar: R$ 300; Terceiro Lugar: R$ 200). As inscrições podem ser feitas no Frios Lambe Sal. O evento ocorre no dia 12 de agosto, no Sítio Puraquequara, com vendas de alimentos e bebidas.
A coluna Fala Jordão é escrita por Kezio Araújo e publicada em duas edições semanais, nas segundas e quintas-feiras, no Blog de Notícias Fala Jordão. As publicações podem ser reproduzidas por outros meios de comunicação desde que citada a fonte.

Com problemas em pista de pouso, passageiros chegam a pagar R$ 500 em voo para o interior do Acre

Pista de pouso do Jordão precisa de manutenção e foi visitada por técnicos do Deracre (Foto: Sérgio Tom/Arquivo pessoal)
Problemas na pista de pouso do aeródromo da cidade do Jordão, interior do Acre, tem causado dor de cabeça aos moradores. É que, devido aos problemas, apenas a empresa de táxi-aéreo Ortiz está operando para o município e o valor da passagem chega a R$ 500. Como protesto, moradores ameaçam fechar a pista.
O proprietário da empresa, José Ortiz, falou que o preço já deveria ter sido reajustado há muito tempo. Em caso de fechamento da pista, o empresário disse que a empresa vai operar para outra região.
"A gente opera lá fazendo milagres. Se o povo fechar a pista, vamos voar para outra região. O voo para atender é até uma questão de caridade. Agora um avião não custa barato, é R$ 30 mil a R$ 40 mil, sem contar o risco que os comandantes e a aeronave correm para pousar na pista. A população deveria fazer greve contra o governo que é o maior responsável. Somos sofredores iguais a eles", afirmou.
O piloto Ricardo Lima confirmou que a última viagem para o Jordão foi feita na quinta (7). Ele diz que a pista não oferece segurança para pousos.
"A pista está em péssimas condições e oferecendo riscos para todas as aeronaves que pousam lá. Ortiz está indo por motivos dele, mas deveria parar de operar lá. Não aumentamos o valor da passagem, só paramos de operar lá", argumentou.
Por meio de nota, o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (Deracre) garantiu que enviou uma equipe até o município para avaliar a pista e dialogar com as autoridades da cidade. Ainda segundo a nota, o "Deracre busca, junto ao governo do Estado e prefeitura de Jordão, encontrar caminhos para a viabilidade das obras".
O vereador do município, Sérgio Menezes, mais conhecido como Tom Sergio, contou ao G1 que o valor da passagem aumentou no sábado (9), quando a empresa Rio Branco parou de operar. Com isso, apenas a Empresa Ortiz oferece voos para a cidade. Anteriormente, a viagem de Rio Branco para Jordão saia a R$ 400.
“É exorbitante. Falamos com o prefeito sobre isso. A Rio Branco disse que quando reformar a pista volta a fazer as viagens dela e que não vai aumentar o valor da tarifa aérea . Não concordamos com esse valor exorbitante", reclamou.
O voo de volta para Rio Branco custava R$ 380, mas subiu para R$ 500 essa semana. Na segunda-feira (11), moradores chegaram a fazer um protesto contra o aumento da tarifa aérea.
"Deracre veio com uma equipe aqui com um engenheiro. Fez todo mapeamento que precisava para a pista e ontem [terça,12] o governador chamou o prefeito para conversar sobre alguns assuntos, inclusive sobre a pista também. Se não tiver um posicionamento vamos fechar o aeródromo", lamentou.
O vereador contou ainda que o preço da viagem para Tarauacá também aumentou. Antes era cobrado R$ 300 e agora subiu para R$ 400. "Se não reduzir o valor da passagem não vamos permitir o avião pousar nos dias de voo. Vai pousar apenas voos do TFD [Tratamento Fora do Domicílio]", afirmou.
Aline Nascimento, do G1 AC.

11 de junho de 2018

Coluna Fala Jordão: Preço das passagens aéreas sobe e população ameaça bloqueio da pista

APRESENTAÇÃO: Kezio Araújo, 26 anos, nascido no município de Jordão, interior do estado do Acre é acadêmico de Jornalismo pela UFAC. A partir da data desta publicação, passa a escrever por meio da presente coluna, abordando os assuntos do cotidiano acreano, com destaque nos bastidores políticos e sociais do município de Jordão.
PERIODICIDADE: Denominada Fala Jordão, a coluna será publicada em duas edições semanais, nas segundas e quintas-feiras, no Blog de Notícias Fala Jordão, no endereço www.falajordao.blogspot.com. As publicações podem ser reproduzidas por outros meios de comunicação desde que citada a fonte.
JORDÃO: É um dos quatro municípios acreanos de difícil acesso onde só é possível chegar ou sair da localidade por meio de pequenas embarcações (fluvial) ou aeronaves de pequeno porte (aéreo). Sua população é estimada em 7.858 habitantes em 2017 (IBGE), sendo que mais de 30% é indígena.
FONTE DE RENDA: O serviço público é o principal gerador de renda e os trabalhadores formais têm renda média mensal de 1,3 salários mínimos. Estatísticas do IBGE (2015) apontam que 48% da população tem renda mensal de meio salário mínimo por pessoa.
TRANSPORTE AÉREO: É o meio de transporte mais rápido para deslocamento de Jordão até a capital acreana. As empresas Ortiz Táxi Aéreo e Rio Branco Aerotaxi operam em voos semanais nas terças, quintas e sábados.
PAGANDO CARO: Até maio de 2018 o bilhete de cada trecho aéreo (Jordão - Rio Branco - Jordão) era vendido pelas empresas aéreas por R$ 380. Um valor considerado alto quando comparado com a renda média mensal das pessoas que vivem naquela comunidade.
MÁ NOTÍCIA I: A Rio Branco Aerotaxi anunciou na semana passada a paralisação de suas atividades por tempo indeterminado, em conseqüência das más condições da pista do aeródromo de Jordão. O agente de viagens informou que a empresa só volta a fazer pousos e decolagens no município, após a pista receber os reparos necessários.
MÁ NOTÍCIA II: Com a Rio Branco Aerotaxi temporariamente fora do mercado, a Ortiz Táxi Aéreo é a única empresa aérea a realizar voos comerciais para Jordão. A empresa comemorou o monopólio com o anúncio de aumentos nos preços das passagens aéreas. Desde o dia primeiro de junho o bilhete no trecho Rio Branco - Jordão é vendido a R$ 500.
JUSTIFICATIVA: Para justificar o aumento no preço das passagens aéreas a Ortiz alegou que houve elevação no preço do combustível e na manutenção da aeronave.
O OUTRO LADO: Já a Rio Branco confirmou que não estão previstos aumentos nos preços das passagens aéreas pela empresa. O agente comentou que houve elevação no preço do combustível, mas ratificou que a passagem aérea já passou por reajuste recente.
BLOQUEIO DA PISTA: Populares estão se reunindo em movimento que conta com o apoio de vereadores, solicitando uma intervenção das autoridades para reparos na estrutura da pista e redução nos preços das passagens. Há inclusive ameaças de bloqueio da pista para impedir pousos e decolagens de voos comerciais.
VOOS DE EMERGÊNCIA: Os líderes do movimento afirmam que, caso as reivindicações não sejam atendidas, só permitirão pousos e decolagens de voos emergenciais (TFD).
RESPOSTA DO GOVERNO: O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, Hidrovias e Infraestrutura do Acre (DERACRE) enviou nesta segunda-feira, 11, profissionais ao município de Jordão que fizeram análise e orçamento de materiais necessários para reparos na estrutura da pista. O vereador Tom Sérgio acompanhou o trabalho dos engenheiros e informou que aguarda uma resposta definitiva da solução até a próxima sexta-feira, 16.

25 de maio de 2018

Um condutor de boas ações

Zé Lima trabalha como motorista há 30 anos (Foto: arquivo pessoal)
A água que ferve na vasilha ás 05h é utilizada no preparo do café que compõe o primeiro alimento do dia e traz a energia necessária para mais um dia de trabalho. O portão da casa se abre e o carro popular inicia o seu percurso pelas principais ruas de Rio Branco, capital do Acre.
A caderneta apresenta uma lista extensa com endereços e atividades diárias de cunho profissional e outras demandas extraordinárias que, geralmente, são executadas até 20h. Atrás do volante está José Gildásio de Lima Sousa, 54 anos, casado, natural de Tarauacá. Zé Lima é o nome pelo qual os amigos mais íntimos costumam se dirigir a ele.
O profissional que acumula três décadas no exercício da atividade de motorista ingressou no ramo em 1988, quando veio para Rio Branco em busca de oportunidade de trabalho. O primeiro emprego foi no mercado Boa Vista, onde permaneceu por seis meses. Depois, manteve-se na mesma área, prestando serviços para a representação da prefeitura de Tarauacá.
A terceira experiência profissional foi dirigir para o deputado estadual Manoel Machado, onde teve os primeiros contatos com a população jordanense. Naquele período, Lima conheceu os vereadores de Jordão, durante as agendas no gabinete de Machado, em Rio Branco.
Em razão da elevação das demandas institucionais o motorista foi contratado em 1998 pela prefeitura de Jordão, para dar suporte na logística e demandas do executivo municipal. “Conheci os ex-vereadores Nonato Sombra, Dedé, Dema, Alto Farias e Célio. Por meio deles, passei a conhecer outras pessoas de lá”, relata.
A relação foi crescendo naturalmente enquanto os vereadores indicavam pessoas que precisavam de apoio para a realização de algumas atividades de interesse pessoal na capital. “No início, eles me procuravam para buscar auxilio, principalmente, com transporte para atendimentos de saúde, cirurgias, retirada de documentos e procedimentos do bolsa família”, lembra Lima.
Lima continua exercendo sua atividade profissional, dando suporte aos procedimentos burocráticos do governo municipal junto as instituições. O motorista também se mantém disponível para realizar as atividades extraordinárias de pessoas que o procuram. “Muitas vezes são encomendas de remédios. Gosto de auxiliar da forma que eu posso. Se eu não puder ajudar, também não atrapalho”, concluiu.
Kezio Araújo